sábado, 25 de junho de 2011

DEUS FILOSÓFICO



DEUS é ato puro, a substância única que pensa a sí mesmo. Primeiro Motor Imóvel que paira acima do universo movendo-o como causa final. (ARISTÓTELES)

A relação de DEUS com o mundo é assim esclarecida: "O mundo deriva de DEUS necessariamente, assim como o perfume emana necessariamente do corpo perfumado.Por esse laço de necessidade, o mundo é parte de DEUS, ainda que parte diminuida ou inferior, pois, o perfume que se afasta de sua fonte é inferior a própria fonte. (PLOTINO)

DEUS á a essência de tudo que é ético. (KIERKEGAARD)

O nada nada produz, o menos perfeito não pode ser causa do mais perfeito. Sou imperfeiro e finito, contudo, trago em mim a idéia de perfeição e de infinitude. Logo, tal idéia, só posso tê-la recebido de um ser perfeito que me ultrapassa e que é autor do meu ser, por conseguinte eis demonstrada a existência de DEUS. (DESCARTES)

DEUS é o absoluto fundamente das existências, é a causa primeira e a finalidade suprema de tudo que é.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DR. TEOBALDO LANÇA SEU LIVRO EM ITABUNA







Noite especial para a literatura itabunense, com o lançamento de livro técnico para a saúde. O evento aconteceu no Hotel Tarik em Itabuna.
O médico Teobaldo Magalhães, autografou sua obra literária para dezenas de amigos e convidados. A obra "Os 5 segredos para a saúde" de Teobaldo foi aprsentado ao público em tom poético. O Clube do Poeta do Sul da Bahia representado pelos poetas, Antonio Oliveira, Walmir do Carmo, Zelia Possodônio, Sonia Amorim, Eglê Machado, Jasmínea, Clovesnaldo Argolo, Adeildo Marques, Romilton Teles, Rogério Medrado abrilhantaram o evento com um recital de poesias.

(FOTOS: EGLE MACHADO)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUE FESTA, A DE JASMÍNEA!











Por Eglê S. Machado

A escritora Itabunense Jasmínea Benício dos Santos Midlej, no final da tarde de ontem, dia 29/04/2011 reuniu intelectuais e vários amigos para uma ‘tarde de autógrafos’, quando apresentou seu novo livro “Senhoras de Itabuna que se Destacaram Socialmente”. Uma obra que, segundo o seu prefaciador, Professor e Historiador João Cordeiro de Andrade “foi elaborada com muito amor, carinho e determinação constituída de uma coletânea de dados biográficos considerados por ela ‘importantes’ dando o início desta nova história em que a mesma se envolveu com seus vislumbres, quimeras e fascinações haja vista que, esses elementos contidos neste livro de memórias e reminiscências ajudaram a fazer o presente o que o tempo fizera no passado”.
Iniciando, o Prof. Cordeiro falou do novo trabalho de Jasmínea afirmando que “esse livro vem preencher uma lacuna na historiografia local, pois até então, nenhuma obra ainda foi elaborada sobre este olhar”. Emocionada, Jasmínea disse da sua alegria e gratidão pela presença dos amigos.
Fina e elegantemente vestida - marca registrada na sua vida -, Jasmínea tratou a todos com muito carinho e atenção. Compareceram mais de sessenta amigos dentre os quais as Senhoras de Caridade; Carlos Eduardo Lima Passos; Diogo Caldas, colunista social e Promotor de Eventos; Stela Borborema; Raimunda Silva Ribeiro; Dr.João Otávio Macêdo - médico; Antonio Oliveira – representando o Clube dos Poetas Sul da Bahia; Fernando Caldas – Poeta, filósofo, compositor e cantor; Moacir Garcia – Historiador; Edney Rocha; Marília Benício – Escritora, irmã de Jasmínea; Dr.Ronaldo Neto - oftalmologista; Mary Kalid; Fátima Barros - professora; João Cordeiro – Professor Historiador; Prof. José Antonio Formigli Rebouças - Articulista do Jornal AGORA e ex Secretário de Assistência Social do Município. Compareceu também muita gente jovem.
O salão de recepção da Loja Maçônica Areópago Itabunense, sóbria e ricamente decorado para o evento ficou lotado.
O bufê a cargo do SABOREARTE cuja proprietária Maria Célia Midlej S. Araújo acompanhou de perto, esteve impecável!
Foi de fato uma bela festa. ITABUNA CENTENÁRIA (R/SIC) esteve presente, participou e fotografou. PARABÉNS, JASMÍNEA!

sábado, 14 de maio de 2011

METAMORFOSE



Fujo do indeterminado que me angustia;
fujo para o nada, fujo para o jardim do engano
por onde voam de noite e de dia,
borboletas de cores vivas,
sobre leigos girassois;
e sobre as belas orquideas,
amantes dos girassois!
Girassois que não sabiam,
que papoulas sucumbiam,
transformando suas vidas,
em mariposas atrevidas
e borboletas coloridas,
emergentes das metamórficas
noites de fantasias!
Fantasias de moribundos girassois
e lagartas esdrúxulas,
que sangram as verdades
assolados pelas bruxas;
bruxas da incompetencia
dos girassois venais
registrados nos anais
das histórias das bruxas;
bruxas que enlouqueceram
rosas e viloletas
destraidas na luxúria,
na lascívia da sarjeta;
valeta que enclausura
girassois em penúria,
num bouquet de fantasias!

(ANTONIO OLIVEIRA)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO



Imaginemos uma caverna separada do mundo por um alto muro. Entre a muralha e o chão da caverna há uma greta, por onde passa um fino feixe de luz multicor vindo do exterior, deixando a caverna na obscuridade discreta, na penumbra quase completa.
Desde a gênese da criação, geração após geração, o ser humano se encontra ali, de costa para a entrada da caverna, acorrentado pela perna forçado a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo, nem a luz do Sol, assim vive só. Reconhecem apenas sombras dos outros e de si mesmos porque estão no escuro, isolados e imobilizados.

Abaixo da muralha, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente aquela gente e, faz com que as coisas que se passam a toda hora pelo lado de fora sejam pro¬jetadas como ondas de sombras nas paredes de terra do fundo da caver¬na.
Do lado de fora, pessoas passam cantando, conversando e car-regando nos ombros figuras, molduras ou imagens de homens, mulheres e animais banais, cujas sombras também são projeta¬das na parede da caverna, como num teatro de deboches praticado por meros fanto¬ches.

Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas a toas, são pessoas, que os sons de suas falas e as imagens que trans¬portam nos ombros vistas nos escombros, são coisas internas, e não externas, e que de fato os artefatos projetados são seres vivos que se movem se promovem, falam e calam.

Os prisioneiros se comunicam, dando nome às coisas, explicando a vida, que julgam ter, ver e saber; sem, contudo, tê-las, sabê-las nem vê-Ias, pois estão na obs¬curidade. Mas imaginam que as vozes vindas de fora, são as vozes das pró¬prias sombras e não dos homens cujas imagens estão projetadas na parede.

Também acreditam que os sons produzidos pelos artefatos que esses homens carregam nos ombros não são ruídos banais, mas vozes de seres reais. Qual é, pois a situação dessas pessoas abandonadas, aprisionadas? Que calamidade! Tomam as sombras por realidade!

Essa confusão, porém, não tem co¬mo causa a natureza dos prisioneiros e sim as condições duras das culturas em que se encontram. Que aconteceria se fossem libertados dessa condição deletéria de miséria?

Um dos prisioneiros, inconformado com a condição decadente, decide ir em frente. Com pedaços duma pedra reluzente fabrica um instru¬mento cortante, se apodera das imaginações e quebra os grilhões, não se atrapalha, avança na direção da muralha.
Enfrentando os obstáculos de um cami¬nho tribal, sai da caverna infernal e adentra no mundo real. No primeiro instante, vejam só, fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos esbugalhados não estão acostumados.

Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza, e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz brilhante que lhe atormenta naquele instante. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento. “Incredulidade: já não sabe mais onde esta a grande verdade”.

“Deslumbramento: seus olhos não con¬seguem ver quase nada das coisas iluminadas”. Seu primei¬ro impulso é o de retornar à caverna para livrar-se da dor e do espanto, atraída pela escuridão duradoura, que lhe parece mais acolhedora. Além disso, precisa aprender a ver e esse aprendizado é doloroso, logo lhe desencadeia a síndrome do cavernoso, desejando voltar para a caverna do azar on¬de tudo lhe parece familiar.

Sentindo-se sem disposição para regressar à caverna por causa do caminho de treva, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se à luz e começa a entender o mundo que ver. Encanta-se de verdade e tem a felicidade de finalmente ver as próprias coisas, e não apenas suas sombras.

Dora¬vante, desejará ficar longe da caverna para sempre e luta¬rá com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto, não pode evitar, passa a lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, envolto na confusão, toma uma difícil decisão: regressará com brio ao subterrâneo sombrio para contar aos demais, a novidade, e trazê-los a liberdade.

Segundo Platão, esse mundo em que vi¬vemos é a própria caverna. As coisas projetam suas sombras, suas aparências em nossas consciências. Os grilhões e as correntes são falatórios e gestos indecentes produzidos por crenças decadentes.

Os cavernosos desconhecem o belo da estética, as virtudes da ética; na caverna do horror um professor não tem nenhum valor, e ao pobre cabe apenas cumprir a lei, superlotar os presídios, trocar votos por subsídios, se lambuzar na lama fria da periferia e perecer sobre os resquícios de PUS que infectam as camas assombradas do SUS.

(Por Antonio Oliveira)

sábado, 23 de abril de 2011

A DIVINA COMÉDIA - DANTE ALIGHIERI



Quando Dante se encontra no meio da vida, ele se vê perdido em uma floresta escura, e sua vida havia deixado de seguir o caminho certo. Ao tentar escapar da selva, ele encontra uma montanha que pode ser a sua salvação, mas é logo impedido de subir por três feras: um leopardo, um leão e uma loba. Prestes a desistir e voltar para a selva, Dante é surpreendido pelo espírito de Virgílio - poeta da antigüidade que ele admira - disposto a guiá-lo por um caminho alternativo.

Virgílio foi chamado por Beatriz, paixão da infância de Dante, que o viu em apuros e decidiu ajudá-lo. Ela desceu do céu e foi buscar Virgílio no Limbo. O caminho proposto por Virgílio consiste em fazer uma viagem pelo centro da terra. Iniciando nos portais do inferno, atravessariam o mundo subterrâneo até chegar aos pés do monte do purgatório.

Dali, Virgílio guiaria Dante até as portas do céu. Dante então decide seguir Virgílio que o guia e protege por toda a longa jornada através dos nove círculos do inferno, mostrando-lhe onde são expurgados os diferentes pecados, o sofrimento dos condenados, os rios infernais, suas cidades, monstros e demônios, até chegar ao centro da terra, onde vive Lúcifer.

O Paraíso de Dante é dividido em duas partes: uma material e uma espiritual. A parte material segue o modelo cosmológico de Ptolomeu e consiste de nove círculos formados pelos sete planetas (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), o céu das estrelas fixas e o Primum Mobile - o céu cristalino e último círculo da matéria.

Ainda no paraíso terrestre, Beatriz olha fixamente para o sol e Dante a acompanha até que ambos começam a elevar-se, "transumanando". Guiado por Beatriz, Dante passa pelos vários céus do paraíso e encontra personagens como São Tomás de Aquino e o imperador Justiniano. Chegando ao céu de estrelas fixas, ele é interrogado pelos santos sobre suas posições filosóficas e religiosas. Depois do interrogatório, recebe permissão para prosseguir.

No céu cristalino Dante adquire uma nova capacidade visual, e passa a ter visão para compreender o mundo espiritual, onde ele encontra nove círculos angélicos, concêntricos, que giram em volta de Deus. Lá, ao receber a visão da Rosa Mística, se separa de Beatriz e tem a oportunidade de sentir o amor divino que emana diretamente de Deus, "o amor que move o Sol e as outras estrelas".

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SIMONE DE BEAUVOIR


Escritora francesa e feminista, Simone De Beauvoir nasceu a 9 de janeiro de 1908, e faleceu a 14 de abril de 1986, em Paris. Participante do grupo de escritores filósofos que deram uma transcrição literária dos temas do Existencialismo, ela é conhecida primeiramente por seu tratado Le Deuxième Sexe (1949 - O Segundo Sexo), um apelo intelectual e apaixonado pela abolição do que ela chamou o mito do "eterno feminino". Esta notável obra tornou-se um clássico da literatura feminista.

Educada em instituições privadas, Simone depois freqüentou a Sorbone onde, em 1929, concluiu filosofia e conheceu Jean-Paul Sartre, mantendo com ele um companheirismo por todo o resto da vida. Ela ensinou em várias escolas (1931-43) antes de voltar-se para escrever para se manter. Em 1945 ela e Sartre fundaram e começaram a editar Les Temps modernes, uma revista mensal, da qual eles próprios eram os principais colaboradores.

Preocupada com o problema da velhice, que ela aborda em Une Mort très douce (1964 - "Uma morte suave"), sobre a morte de sua mãe num hospital, e La Vieillesse (1970; Old Age), uma amarga reflexão sobre a indiferença da sociedade pelos velhos. Em 1981 ela escreveu La Cérémonie des adieux ("Cerimônia do adeus"), um doloroso relato dos últimos anos de Sartre. Considerada uma mulher corajosa e íntegra, Simone de Beauvoir viveu de acordo com sua própria tese de que as opções básicas de um indivíduo devem ser feitas sobre a premissa e uma vocação igual para o homem e a mulher fundadas na estrutura comum de seus seres, independentemente de sua sexualidade.

Vale a pena salientar que no inicio dos anos 60 Simone de Beauvoir juntamente com o filosofo existencialista Sartre e os escritores Jorge Amado e Zélia Gatai passaram alguns dias visitando as cidades de Itabuna e Ilhéus no Sul da Bahia.